banner ipe antigo - publicidade super banner 970x90 - 1
banner ipe brasilia - publicidade sua marca sendo vista - 970x90 - super banner 970x90
AUTOMOBILISMO

Muita pista e pouca arquibancada

Nos anos 50, era muito difícil ter uma divulgação midiática de automobilismo, se você não estivesse lá, provavelmente não saberia naquela altura quais foram os resultados de cada corrida.

Alex Neres

Alex Neres Universo automotivo e mobilidade urbana.

08/02/2021 11h57Atualizado há 3 semanas
Por: Alex Neres
150

 

Quando se fala em automobilismo, de cara vem logo a referência suprema do esporte a motor que é a Fórmula 1. E com razão, afinal é a categoria que tornou a arte de correr de carros dentro de pistas algo a nível mundial, fazendo assim com que milhões de novos fãs passassem a apreciar este que é mais do que um simples esporte e entretenimento, mas também um laboratório para todas as tendências automotivas.

Nos anos 50, era muito difícil ter uma divulgação midiática de automobilismo, se você não estivesse lá, provavelmente não saberia naquela altura quais foram os resultados de cada corrida. Com o tempo, isso foi mudando e nos anos 70, já era possível ver muitos esportes na televisão e nas décadas seguintes, tudo explodiu: TV, internet, streaming, acesso em qualquer local e em qualquer plataforma. Com isso, o número de fãs que já era grande ficou ainda maior. Hoje, apesar de muitos acharem que não, assiste-se corrida quase que na mesma proporção de futebol.

Aqui no Brasil não foi muito diferente. Desde o primeiro título de Emerson Fittipaldi em 1972, as emissoras de televisão compraram a ideia da transmissão ao vivo para todo o país. E isso não se restringiu apenas à F1 e a Globo. A Rede Bandeirantes entrou forte com a Fórmula Indy, assim como posteriormente a saudosa Manchete, SBT, Record e Redetv entraram firmes na transmissão da categoria americana. Os anos 90 foram o auge da transmissão televisiva de corridas, pois além das categorias internacionais, o automobilismo nacional estava em uma grande crescente.

Não há de se negar que, com a morte do piloto Ayrton Senna na frente de milhões de espectadores, o interesse diminuiu bastante. Mesmo assim boa parte do público permaneceu fiel. Mas não foi o suficiente para pagar o alto custo de se manter os direitos de uma transmissão e com isso os números de audiência cobram seu preço. A Globo foi diminuindo a cobertura, as outras emissoras idem. Muita coisa passou para a TV fechada, algumas saíram até desta modalidade. Muita coisa passou a ser condicionada à pagamentos separados. Ser um fã de muito esporte tem ficado cada dia mais caro.

Chegamos a 2021 e depois de 40 anos, a Fórmula 1 está fora da Globo de forma definitiva, a princípio. A Band comprou os direitos de transmissão por dois anos e de quebra levou Mariana Becker, além de já ter na casa desde o ano passado, Reginaldo Leme. Com isso, a Bandeirantes fechou três grandes categorias: F1, Indy e Stock Car Brasil. Mas será que a emissora vai dar conta de tudo isso? A resposta é simples: não! Muitas destas corridas de categorias diferentes têm horários que batem e aí entra a figurinha do Bandsports, o canal a cabo do grupo. Fora que você transmitir várias provas seguidas uma da outra é algo que não soa saudável para TV nenhuma, afinal é um esporte de nicho, não é todo mundo que gosta. Não se vende o peixe tão fácil como futebol, isso é fato.

Quem perde com isso é o fã. Existe hoje muita gente que passou a gostar de corridas há pouco tempo, com a explosão da internet. Mas ao mesmo tempo não é todo mundo que tem acesso à uma plataforma de streaming ou TV por assinatura. Na TV aberta, o espaço está cada vez mais restrito e no rádio, praticamente inexiste. Com a pandemia do COVID-19 no qual a maioria das provas acontecem sem a presença de público presencial, o público remoto foi a grande torcida, mas restrita a quem pode acessar tais meios. O que é realmente triste, sabendo que um esporte de tamanha magnitude é ignorado por boa parte da imprensa, criando um muro indireto entre a arena e os espectadores. A esperança é que com o mesmo crescimento da informação, mais pessoas se interessem em compartilhar informações, dando a otimista possibilidade do surgimento de novos veículos. É esperar para ver.Muita pista e pouca arquibancada

Quando se fala em automobilismo, de cara vem logo a referência suprema do esporte a motor que é a Fórmula 1. E com razão, afinal é a categoria que tornou a arte de correr de carros dentro de pistas algo a nível mundial, fazendo assim com que milhões de novos fãs passassem a apreciar este que é mais do que um simples esporte e entretenimento, mas também um laboratório para todas as tendências automotivas.

Nos anos 50, era muito difícil ter uma divulgação midiática de automobilismo, se você não estivesse lá, provavelmente não saberia naquela altura quais foram os resultados de cada corrida. Com o tempo, isso foi mudando e nos anos 70, já era possível ver muitos esportes na televisão e nas décadas seguintes, tudo explodiu: TV, internet, streaming, acesso em qualquer local e em qualquer plataforma. Com isso, o número de fãs que já era grande ficou ainda maior. Hoje, apesar de muitos acharem que não, assiste-se corrida quase que na mesma proporção de futebol.

Aqui no Brasil não foi muito diferente. Desde o primeiro título de Emerson Fittipaldi em 1972, as emissoras de televisão compraram a ideia da transmissão ao vivo para todo o país. E isso não se restringiu apenas à F1 e a Globo. A Rede Bandeirantes entrou forte com a Fórmula Indy, assim como posteriormente a saudosa Manchete, SBT, Record e Redetv entraram firmes na transmissão da categoria americana. Os anos 90 foram o auge da transmissão televisiva de corridas, pois além das categorias internacionais, o automobilismo nacional estava em uma grande crescente.

Não há de se negar que, com a morte do piloto Ayrton Senna na frente de milhões de espectadores, o interesse diminuiu bastante. Mesmo assim boa parte do público permaneceu fiel. Mas não foi o suficiente para pagar o alto custo de se manter os direitos de uma transmissão e com isso os números de audiência cobram seu preço. A Globo foi diminuindo a cobertura, as outras emissoras idem. Muita coisa passou para a TV fechada, algumas saíram até desta modalidade. Muita coisa passou a ser condicionada à pagamentos separados. Ser um fã de muito esporte tem ficado cada dia mais caro.

Chegamos a 2021 e depois de 40 anos, a Fórmula 1 está fora da Globo de forma definitiva, a princípio. A Band comprou os direitos de transmissão por dois anos e de quebra levou Mariana Becker, além de já ter na casa desde o ano passado, Reginaldo Leme. Com isso, a Bandeirantes fechou três grandes categorias: F1, Indy e Stock Car Brasil. Mas será que a emissora vai dar conta de tudo isso? A resposta é simples: não! Muitas destas corridas de categorias diferentes têm horários que batem e aí entra a figurinha do Bandsports, o canal a cabo do grupo. Fora que você transmitir várias provas seguidas uma da outra é algo que não soa saudável para TV nenhuma, afinal é um esporte de nicho, não é todo mundo que gosta. Não se vende o peixe tão fácil como futebol, isso é fato.

Quem perde com isso é o fã. Existe hoje muita gente que passou a gostar de corridas há pouco tempo, com a explosão da internet. Mas ao mesmo tempo não é todo mundo que tem acesso à uma plataforma de streaming ou TV por assinatura. Na TV aberta, o espaço está cada vez mais restrito e no rádio, praticamente inexiste. Com a pandemia do COVID-19 no qual a maioria das provas acontecem sem a presença de público presencial, o público remoto foi a grande torcida, mas restrita a quem pode acessar tais meios. O que é realmente triste, sabendo que um esporte de tamanha magnitude é ignorado por boa parte da imprensa, criando um muro indireto entre a arena e os espectadores. A esperança é que com o mesmo crescimento da informação, mais pessoas se interessem em compartilhar informações, dando a otimista possibilidade do surgimento de novos veículos. É esperar para ver.

 
Alex Neres
email

Email [email protected]

facebook.com/oalexneres 

twitter.com/oalexneres


mobile Celular (61) 98203-7670
 
   

         
Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
Brasília - DF
Atualizado às 01h14
22°
Alguma nebulosidade Máxima: 28° - Mínima: 17°
22°

Sensação

6 km/h

Vento

73%

Umidade

Fonte: Climatempo
Banner - Utilidade Pública - Covid - 19 - GDF
banner ipe brasilia - publicidade 300x600
Ex Data - Arranha Céu
Violência Contra a Mulher - 1
Ex Data - Arranha Céu
banner ipe antigo - publicidade 300x250 - 1
Municípios
Últimas notícias
O Studio F// Lab. Criativo - publicidade - 300x250
Mais lidas
Turquesa Esmalteria e Beleza Lago Norte - publicidade 300x250 - 4